28
de
junho
Um dia.
Tento a cada dia aprender poesia.
Não faço força, aproveito a maresia.
Um dia serei poeta, e dos bons.
Espero que um dia faça parte dos meus dons.
Não me identifico com nenhum.
Jamais fiz alguma que valesse,
Mas gostaria que um dia alguém lesse.
Para mim não teria problema algum.
Tento escrever, uma aqui, outra ali.
Alguma coisa acaba ficando boa
Até da pra ler, uma aqui outra ali.
Mas quando escrevo o tempo voa.
Com esquema de rimas não me dou bem
Eu apenas escrevo o que me convém,
Sem me preocupar com as rimas, também.
Agora preciso da ajuda de alguém.
Ficaria grato se fosse de graça,
Mas tenho que pagar é uma farça.
Falsa contradição, meu irmão.
Para escrever, jamais paguei não.
Se pensa que vai melhorar,
Acho bom pensar em parar.
O esquema de rimas não vai mudar.
Nem o tamanho das linhas combinar.
Posso pular a linha que quiser.
Você pode quando você quer?
Não por que escolhe uma qualquer.
Pega a primeira que vier.
Escolhe a que possui menos linhas,
Exclui a que tem menos rimas,
E acaba pegando a mais inútil.
Pergunte a si mesmo, o quanto é fútil.
Para ler poesia não precisa ser culto,
Nem escrever, escrevo por que curto
É apenas questão de gosto,
Mas nenhum ignorante a ler-ia.






